Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Marcos Resende Pensamento

Marcos Resende Pensamento

Nicollò Machiavelli

Maquiavel 04.jpg


Índice Pensamento
 ◦ Índice Geral


01.

O dever dos governantes é o de manter seus súditos sempre ocupados com alguma coisa, porque, da ociosidade vem o descontentamento, a ambição e o mais perigoso dos vícios: a vontade de criar partidos políticos.

02.
A riqueza é tão perigosa quanto a liberdade e a ociosidade — ela dá  motivos para a formação de partidos. Portanto, os governantes devem ser muito ricos — e o povo, muito pobre. 


03.
O estadista tem o direito (e o dever) de iludir o povo, no próprio interesse dos seus concidadãos.

04.
De duas uma: ou se faz a felicidade do povo — ou a grandeza do estado; as duas coisas ao mesmo tempo, não dá. Os homens devem ser ensinados a procurar na grandeza do estado a sua própria felicidade.

05.
Um governante não é obrigado a cumprir as promessas que vão contra os seus interesses. Os governantes que passam por cima da fidelidade, prosperam muito mais que os outros.

06.
É preciso matar a família inteira de um príncipe exilado, com urgência. Caso contrário o novo governante viverá eternamente  ameaçado.

07.
É muito justo toda a crueldade praticada em nome do estado. Um governante não pode manter-se no poder, se não for cruel. De sua boca, entretanto, só devem sair palavras de fidelidade, de fé‚ e de amor ao povo. 

08.
A glória que os homens de valor conquistam nos momentos difíceis, desperta a inveja. Quando tudo volta ao normal, perdem o seu cargo, e elementos indignos tomam conta da situação.

09.
Um governante deve fomentar a desunião entre seus ministros, pois os ministros, quando são unidos, podem derrubá-lo do poder. 

10.
É preciso sempre tratar bem os homens — ou então, matá-los! Porque o homem é vingativo por natureza. 

11.
Ao tomar posse de um Estado, o conquistador deve avaliar as medidas duras que serão tomadas e executá-las de uma vez só. As crueldades devem ser cometidas todas ao mesmo tempo.

12.
O povo é volúvel por natureza. Da mesma maneira que é fácil persuadir a plebe sobre qualquer coisa, é muito difícil mantê-la persuadida. É necessário, portanto que o governante esteja preparado para, quando o povo não acreditar mais, fazer com que ele acredite pela força.

 


Nicolau Maquiavel
(em italiano: Niccolò di Bernardo dei Machiavelli)
Florença, 3.05.1469 — Florença, 21.6.1527) foi um historiador, poeta,diplomata e músico italiano do Renascimento. Reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna. Isto se deve ao fato de haver escrito sobre o Estado e o governo como realmente o são e não como deveriam ser. Recentes estudos sobre autor e obra concluem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente.
Desde as primeiras críticas, feitas postumamente pelo cardeal inglês Reginald Pole, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia, aleivosia, maldade.

Maquiavel viveu a juventude sob o esplendor político da República Florentina, durante o governo de Lourenço de Médici e entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo de Secretário da Segunda Chancelaria. Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de grandes nomes da época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados para sua obra. Depois de servir em Florença durante 14 anos foi afastado e escreveu suas principais obras.
Conseguiu também algumas missões de pequena importância, mas jamais voltou ao seu antigo posto, como desejava.
Renascentista, Maquiavel se utilizou de autores e conceitos da Antiguidade clássica, de maneira nova. Um dos principais autores foi Tito Lívio, além de outros lidos através de traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o de virtù e o de fortuna.

 
Índice Pensamento ◦ Índice Geral